Você nivela seus empregados pelo seu tempo de experiência?


Olá! Yep, eu decidi escrever este post em português, pelo simples fato de que não sei se ele se aplica à outros países fora do Brasil-sil-sil.

Bem, eu acho que é padrão do mundo diferenciar as vagas para praticamente qualquer tipo de cargo em basicamente três níveis:

  • Júnior: O cara que está começando agora, não tem ~experiência~.
  • Pleno: Aquele cara que está manjando das coisas, o tal nível médio.
  • Sênior: Esse é O CARA, ele manja muito, tem bastante tempo de experiência, etc etc…

PERA AÍ, você disse tempo? Sim, tempo. Infelizmente, toda empresa que vi nivela os profissionais pelo seu tempo de mercado.

Vou contar uma história para vocês.

Imagine um cara, vamos chamá-lo de José. OK. Imagine que José está se formando e saiu em busca de um estágio. Ele é um aluno aplicado (ou não, mas vamos dizer que seja), e assim, conseguiu um estágio na empresa “Café Legal”, como “Desenvolvedor Java Júnior”.

Ali ficou ele, durante seis meses, trabalhando e estudando, aprendendo diversas coisas, que, geralmente, se resumem ao jeito como a empresa faz os sistemas delas, ou pior ainda, aprendeu tudo sobre o ~framework~ da empresa.

Beleza, José acabou o estágio e foi efetivado. Agora ele não é mais estágiário, mas ainda é “Desenvolvedor Java Júnior”. Ali ficou ele, mais um ano e meio, aprendendo tudo sobre o framework da empresa, com sorte, efetuando alguma manutenção nele. Por fim, ele atinge o tempo de experiência de mercado para ser o tal “Desenvolvedor Java Pleno”.

O tempo passa. José está visivelmente totalmente acomodado com a vida na “Café Legal”. O “Café Legal Framework” agora já é uma bomba. O “Café Legal Ticaracatica 3.0” (que já tem ~6 anos de vida~) já não funciona mais como o esperado. Mas de boa, ele recebe o cheque no final do mês. Agora ele é “Sênior”, então, está ganhando relativamente bem. Ele chega em casa, fica de boa sem fazer nada, assite TV, joga um vídeo-game, fica vendo besteirinhas no facebook… ele ~tá de boa na lagoa~.

Durante 5 anos de carreira, realmente aprendeu pouco ou muito pouco. Conhece pouco sobre poucos frameworks e tecnologias, a maioria, antigos, inclusive. Desconhece maneiras diferentes de fazer as coisas a não ser as que aprendeu com o ~framework~ da empresa.

Queridos leitores e leitoras, vocês realmente acham que esse cara é um sênior? Acham que ele merecer ser posto e impor um ar de superioridade sobre aquele calouro visionário, que aprende uma nova tecnologia por semana, que realmente ama a profissão, e não a escolheu pelo dinheiro ou “porque só tinha essa”?

O que vocês realmente preferem: O cara que só tá preocupado em receber o cheque no final do mês com 5 anos de “experiência”, ou o cara que está preocupado em fazer as coisas funcionarem do melhor jeito possível com 1 ano de experiência. Reflitam.

Eu conheço diversos exemplos dos tipos aqui citados. Conheço diversos “júnior’s” que dão um chá de código em muitos “sêniores”. Aí chegam ambos exemplos para se candidatar a uma vaga, a empresa contrata o sênior, por que afinal, ele tem mais experiência, logo, ele é melhor que o júnior. Bullshit.

Mas e aí caros leitores… qual tipo vocês preferem? Qual destes tipos melhor se encaixa com o seu perfil?

Minha dica para vossas senhorias: Não sejam fracos. Não se acomodem. Não deixem a rotina vencer vocês. ‘Code hard, die young.’ Estude. Estude mais. Espera aí, já falei ESTUDE? Então cara, ESTUDE.

E vossa senhoria, caro empresário, recomendo-lhe fortemente procurar o tipo de profissional que não é o acomodado. Não importa o ~nível~: Júnior, Pleno, Sênior. O que importa é a ambição. E, claro, quando achar um cara assim, pague-o enquanto é tempo. Esse tipo de pessoa não tem medo de sair por aí explorar outras partes do mundo, e você não vai “segurá-lo” na sua empresa com uma merreca.

Boa noite.

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